Como funciona a cobertura do plano hospitalar

Como funciona a cobertura do plano hospitalar

A escolha do plano de saúde depende do estilo de vida e das necessidades de cada beneficiário. Por exemplo, pessoas mais velhas podem apresentar doenças crônicas e demandar atendimento médico com frequência, mesmo que cuidem da alimentação e pratiquem atividades físicas. Assim, a cobertura hospitalar pode ser a melhor alternativa para esse público.

Porém, não são apenas os idosos que devem se preocupar. Mulheres em idade fértil ou quaisquer pacientes com algum histórico de enfermidade na família beneficiam-se dessa segmentação assistencial. Entenda por quê.

O que prevê a cobertura hospitalar do plano de saúde

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por autorizar e fiscalizar as atividades de convênios particulares, o plano hospitalar contempla internações e procedimentos cirúrgicos. Serviços relacionados, como exames e medicamentos do pós-operatório, também entram na lista, contanto que ocorram durante o período de internação.

Vale lembrar que, por lei, não há um limite de dias para usufruto dessa modalidade assistencial. Ou seja, o cliente fica no hospital pelo tempo que for necessário, com todas as despesas pagas pela operadora. A cobertura obrigatória é descrita no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, documento atualizado pela ANS a cada dois anos.

Tanto titular quanto dependentes precisam observar o prazo de carência. A partir da contratação, levam-se alguns meses até que todos os serviços estejam disponíveis aos beneficiários. Caso ocorra alguma emergência durante essa época, a assistência hospitalar só é garantida nas primeiras 12 horas de atendimento.

Outra questão importante diz respeito à atenção ao parto. Gestantes precisam inserir-se num plano de saúde hospitalar com obstetrícia. Apenas esse regime assegura os procedimentos neonatais – seja para a mãe, seja para o bebê.

Nessa segmentação, a carência pode chegar a 180 dias. Portanto, famílias que desejem aumentar a prole devem contratar um convênio antes mesmo de planejarem a gravidez.

A quem se destina a segmentação hospitalar

O ideal seria que todas as pessoas contratassem o serviço mais completo. Infelizmente, o imponderável pode acontecer. Em situações como um acidente de trânsito ou um mal súbito, contar com a assistência hospitalar confere mais segurança ao indivíduo. O atendimento é feito por profissionais qualificados, em todas as etapas do processo de internação.

Acontece que, por oferecerem procedimentos caros, esses convênios acabam pesando no orçamento de muitas famílias. Desse modo, alguns clientes abdicam do plano hospitalar e ficam apenas com a cobertura ambulatorial, para consultas e exames de rotina.

A decisão depende de fatores como as condições gerais de saúde do sujeito. Pessoas não fumantes, com peso controlado e sem histórico de doenças crônicas têm menos probabilidade de necessitar de internação.

Em contrapartida, idosos são um grupo de risco. A idade avançada aumenta as chances de se desenvolver câncer e complicações cardiovasculares. Eventuais quedas também expõem vovôs e vovós a outra ameaça comum nessa faixa etária: as fraturas, que podem demandar alguma intervenção cirúrgica.

Grávidas e pacientes com deficiências severas completam o público dos planos de saúde com cobertura hospitalar. Portanto, antes de assinar o contrato, avalie as necessidades de sua família e proteja-se da melhor maneira.

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