Aprenda a escolher o plano de saúde empresarial

Aprenda a escolher o plano de saúde empresarial

Empresa que ofereça plano de saúde aos funcionários tem vantagem competitiva no mercado. Muitas vezes, não basta um bom salário para reter os melhores profissionais na equipe. É preciso oferecer outras facilidades.

Num país em que serviços médicos custam caro, o convênio com hospitais e laboratórios de qualidade é um benefício para qualquer trabalhador. Porém, os empregadores precisam encontrar soluções que caibam no orçamento.

Como escolher o plano de saúde empresarial

Antes de fechar um acordo, é necessário avaliar as reais necessidades da companhia. Isso significa conhecer o perfil dos colaboradores e o tipo de cobertura adequado a seu estilo de vida. Depois, cabe observar atentamente as cláusulas do contrato para evitar surpresas, como cobranças abusivas. Confira algumas dicas.

Perfil dos beneficiários

Uma pesquisa interna serve como parâmetro para definir hábitos e demandas dos funcionários. Se a equipe de vendas viaja pelo Brasil inteiro, provavelmente será preciso adquirir um plano com abrangência nacional. Só que essa cobertura, mais cara, talvez não seja prioridade para o pessoal do chão de fábrica.

Outro exemplo. A assistência odontológica é contratada à parte dos serviços hospitalares. Pode-se realizar uma enquete para verificar se a maioria dos trabalhadores gostaria de incluir essa despesa extra no pacote.

Reputação da empresa

A qualidade do atendimento começa pela operadora do plano de saúde e se estende a toda a rede: clínicas, laboratórios, hospitais e médicos conveniados. Portanto, a qualificação técnica e a credibilidade são fatores muito importantes.

Se houver dúvidas, recomenda-se procurar referências à marca nos sites de reclamação. Os depoimentos de outros consumidores funcionam como um termômetro para a reputação das organizações.

O portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também oferece informações dessa ordem. Há, inclusive, um ranking baseado na insatisfação dos usuários.

Sinistralidade

Esse está entre os pontos mais controversos dos planos coletivos. Quanto mais perigosa a atividade exercida pelos beneficiários, maior tende a ser o chamado índice de sinistralidade.

O indicador resulta do cálculo entre arrecadação e despesas com serviços de saúde. Pode considerar apenas os membros do convênio, ou então um pool de riscos referente à categoria profissional.

Para minimizar o impacto financeiro de muitas internações e cirurgias, as seguradoras cobram uma taxa a mais. Esse valor, geralmente, não é repassado aos pagantes logo de cara. Ele aparece após o reajuste anual das mensalidades, elevando-as bastante. Uma análise minuciosa dos critérios utilizados evita surpresas desagradáveis.

Cláusulas do contrato

Todas as condições para o negócio devem estar claras. O contrato tem de prever direitos e responsabilidades de ambas as partes interessadas.

No caso dos planos de saúde empresariais, o preço figura entre as maiores preocupações. Além da sinistralidade, as correções podem considerar a faixa etária das pessoas e o custo do rol de procedimentos obrigatórios. A lista atualizada fica disponível no site da ANS.

As regras de rescisão também precisam estar contempladas no documento. Algumas empresas cobram multa de contratantes que cancelem o contrato após os primeiros 12 meses. Em contrapartida, as operadoras podem decidir, unilateralmente, pelo encerramento do acordo.

Entendeu como escolher o plano de saúde empresarial mais adequado para seu empreendimento? Tem alguma dúvida ou sugestão de pauta? Deixe seu comentário!