Plano de saúde cobre DIU para mulheres?

Plano de saúde cobre DIU para mulheres?

O dispositivo intrauterino (DIU) é um sistema bastante eficaz para prevenir a gravidez. Além disso, também serve para tratar menstruações irregulares. Não é surpresa que muitas mulheres se interessem pelo método. Mas será que o plano de saúde cobre o procedimento para colocação de DIU na paciente? Confira a resposta a seguir.

Sim, plano de saúde cobre colocação de DIU

A Lei nº 11.935, de maio de 2009, estabelece algumas coberturas obrigatórias para os planos privados. Entre elas, está o atendimento em situações de planejamento familiar.

A Resolução Normativa 192, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), detalha quais são esses procedimentos obrigatórios. A lista inclui, por exemplo, atividades educacionais e consulta de aconselhamento com especialistas. Basicamente, busca-se conscientizar os casais sobre quantos filhos eles podem ter, considerando sua realidade social e financeira.

O DIU também se encontra entre as estratégias de planejamento familiar. Por ser um contraceptivo de longo prazo, o dispositivo ajuda a mulher a evitar gestações indesejadas. Isso garante que a “prole” não cresça desordenadamente.

O mecanismo é inserido no útero da paciente e age por cerca de cinco anos. Durante esse período, ele interrompe os ciclos de ovulação e dificulta a passagem de espermatozoides.

Vale lembrar que o dispositivo intrauterino não aumenta os riscos de câncer de endométrio, colo do útero ou ovário, como prega a crença popular. O máximo que algumas adeptas podem sentir é um desconforto inicial, bem como alterações na menstruação.

O procedimento para colocação de DIU é ambulatorial. Todo plano de saúde, por mais básico que seja o pacote, está obrigado a oferecê-lo às beneficiárias.

Em tempo: pílulas anticoncepcionais, anel vaginal, preservativo, diafragma e espermicida são considerados materiais de uso domiciliar. Portanto, não estão incluídos no rol de procedimentos obrigatórios dos planos particulares. O único método contraceptivo reversível que as operadoras precisam bancar, por lei, é o DIU.

Laqueadura também é paga pelo plano privado

Além do dispositivo intrauterino, existem medidas mais drásticas de planejamento familiar. Estamos falando da laqueadura tubária, no caso das mulheres, e da vasectomia, para os homens.

Ambos os procedimentos são definitivos. Uma vez que a pessoa se submeta à cirurgia, ela não conseguirá mais gerar filhos. Por essa razão, deve-se refletir muito bem antes de se optar por um desses métodos.

A lei determina critérios mínimos para a autorização do serviço. Pacientes que queiram realizar a esterilização devem ter mais de 25 anos de idade e pelo menos dois filhos.

Cumpridos esses requisitos, tanto a laqueadura quanto a vasectomia podem ser solicitadas à operadora de saúde sem custos ao beneficiário. A cobertura dos procedimentos é classificada como atendimento de planejamento familiar. Ou seja, assim como o DIU, todos os planos privados são obrigados a oferecê-la.

Tirou suas dúvidas? Esperamos que o artigo de hoje tenha sido útil. Se você quer saber mais sobre saúde suplementar, aproveite para conferir nosso Glossário. Nesse post, deciframos os principais termos usados em contratos de planos de saúde particulares.

Você também pode conferir a seção de Perguntas Frequentes da ANS. A agência regulamenta e fiscaliza as atividades de operadoras de saúde em todo o Brasil. Obrigado pela leitura e até a próxima!