Saiba quando o plano de saúde cobre despesas farmacêuticas

Saiba quando o plano de saúde cobre despesas farmacêuticas

A assistência farmacêutica é um dos pontos que causam dúvida entre os novos beneficiários de planos de saúde. Muitos clientes não têm certeza se o convênio cobre despesas com remédios. Você está nesse grupo? Então continue conosco e saiba mais sobre o assunto.

Remédios com cobertura obrigatória do plano de saúde

Os fármacos que devem ser oferecidos gratuitamente pelas operadoras constam no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Essa é uma lista divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta e fiscaliza a atividade dos planos privados no Brasil.

O Rol da ANS passa por atualizações a cada dois anos. Em 2018, conforme já explicamos aqui no blog, a cobertura passou a prever medicamentos para o tratamento da esclerose múltipla e de diversos tipos de câncer.

Segundo a ANS, os contratos devem cobrir medicações nos seguintes casos:

– Substâncias administradas durante internações hospitalares, inclusive em cirurgias e no período pós-operatório;

– Tratamento ambulatorial de câncer (quimioterapia);

– Uso domiciliar de medicamentos orais para o tratamento do câncer;

– Uso de remédios para o controle dos efeitos adversos da quimioterapia;

– Demais situações listadas no Rol da ANS.

Cabe lembrar que, em todos os casos, o medicamento deve possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As Diretrizes de Utilização (DUT) também precisam ser respeitadas.

Nas demais situações, a assistência farmacêutica do plano de saúde não é compulsória. Em outras palavras, a empresa não tem obrigação de bancar gastos com remédios. Incluem-se aí tanto os analgésicos sem prescrição médica quanto os medicamentos de uso contínuo.

Alguns planos de saúde oferecem assistência farmacêutica

Embora a cobertura das despesas farmacêuticas não seja obrigatória, existem planos de saúde que oferecem o benefício. Na maioria das vezes, ocorre uma parceria entre a operadora do convênio e uma rede de farmácias credenciada.

Sendo assim, é necessário comprar o remédio em uma determinada loja para conseguir desconto no produto, ou mesmo o abatimento total do valor. Essa pode ser uma vantagem para quem utiliza medicamentos com frequência.

Contudo, também vale ficar de olho na concorrência. É que as drogarias possuem fortes políticas de descontos para atrair clientela. Portanto, o fato de o seu plano de saúde oferecer um preço mais baixo numa farmácia nem sempre significa vantagem. Afinal, você pode encontrar valores ainda mais em conta, se pesquisar em outros lugares.

O importante é que o plano contratado atenda às suas necessidades. Se você viaja com frequência, talvez seja interessante incluir a abrangência internacional no contrato. Se há idosos na família, provavelmente a cobertura hospitalar será a mais indicada. Quer preservar sua privacidade? Então a acomodação em quarto individual será mais confortável que acomodação em enfermaria. Acesse os links e confira mais detalhes sobre cada assunto.

Esperamos que o artigo de hoje tenha sido útil para você entender como funciona a assistência farmacêutica dos planos de saúde. Ainda tem dúvidas sobre os convênios privados ou quer se aprofundar no tema? Então aproveite para conferir o glossário que preparamos com os principais termos da saúde suplementar. Obrigado pela companhia e até a próxima!