Como funciona o plano de saúde para quem tem câncer

Como funciona o plano de saúde para quem tem câncer

O tratamento do câncer envolve procedimentos de alta complexidade, sendo que alguns deles podem ser muito caros. A contratação de um plano de saúde acaba sendo uma medida eficaz para ter acesso a atendimento de excelência sem pagar custos exorbitantes por isso. Confira as regras que as operadoras devem cumprir.

Tenho câncer. Posso contratar plano de saúde privado?

Paciente diagnosticado com câncer consegue contratar um plano privado sem problemas. Porém, o indivíduo deve informar sua condição de saúde à empresa. Então, o mais provável é que procedimentos complexos relacionados à doença recebam Cobertura Parcial Temporária (CPT).

Isso significa que o beneficiário não conseguirá acionar o convênio para realizar quimioterapia, tomografia computadorizada ou cirurgia, por exemplo. Essa barreira pode valer por até dois anos a partir da assinatura do contrato, conforme definição da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Mas por que contratar um plano de saúde, então? Para receber as demais vantagens, como assistência médica em situações de urgência ou emergência. A pessoa também poderá efetuar consultas clínicas, bem como submeter-se a exames e outros procedimentos de baixa complexidade. Para tanto, basta cumprir os períodos de carência determinados pela operadora (clique no link para saber mais).

Existe, ainda, a possibilidade do agravo. Caso o segurado aceite pagar uma mensalidade mais alta, ele terá cobertura completa para o tratamento do câncer, sem necessidade de cumprir CPT. Como essa alternativa costuma sair cara demais, ela não é tão comum.

Já tenho plano de saúde e descobri um câncer. E agora?

Depois que o período de carência termina, tanto o titular quanto os dependentes têm direito a acionar o plano privado livremente. A cobertura prevê, inclusive, diversas medidas para tratar o câncer.

Os serviços obrigatórios estão descritos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A publicação da ANS, atualizada a cada dois anos, traz uma lista de medicamentos, exames e cirurgias que toda operadora de saúde deve oferecer aos beneficiários.

Em 2018, oito medicações orais foram incluídas no rol. Elas atuam no combate a diferentes cânceres – pulmão, melanoma, próstata, tumores neuroendócrinos, mielofibrose e leucemia. Remédios que atenuam os efeitos da quimioterapia também constam na lista.

Além da terapia medicamentosa, os convênios devem cobrir a radioterapia e alguns procedimentos cirúrgicos. Dentre eles, há a ablação por radiofrequência, para tratamento de câncer de fígado, o debulking, específico para câncer de ovário, o transplante de medula óssea, necessário para curar quadros graves de leucemia, e a reconstrução mamária após lesões traumáticas ou tumores.

Vale destacar que esses são apenas os procedimentos obrigatórios, isto é, a cobertura mínima que todo plano de saúde deve ter. Nada impede que sua operadora disponibilize serviços a mais. Aliás, esse pode ser um diferencial na hora de escolher a melhor opção para sua família.

Outra informação importante é que essas regras valem para contratos firmados a partir de 1999. Os mais antigos não estão amparados pela Lei nº 9.656. Se esse é o seu caso, recomendamos a atualização do plano de saúde para garantir seus direitos (acesse o link e saiba mais).

Esperamos que as dicas de hoje tenham sido úteis. Obrigado pela leitura e até a próxima!