Perícia médica na contratação do plano de saúde, e agora?

Perícia médica na contratação do plano de saúde, e agora?

A avaliação médica não é uma etapa obrigatória para a contratação de um plano de saúde, mas pode ser exigida, dependendo do caso. Quem atesta a necessidade de uma perícia mais específica é um profissional vinculado à rede conveniada. Continue conosco e entenda os detalhes.

Entrevista qualificada e a declaração de saúde

Ao contratar um plano privado, você deve preencher a declaração de saúde. Trata-se de um questionário com uma lista de enfermidades, como diabetes, hipertensão e câncer. O objetivo é verificar se o beneficiário tem alguma doença ou lesão preexistente.

Em caso positivo, a pessoa terá que cumprir a chamada Cobertura Parcial Temporária. Durante dois anos, ela não poderá submeter-se a procedimentos de alta complexidade pelo convênio. (Saiba mais sobre o período de carências do plano de saúde.)

Dependendo da política da operadora, a declaração de saúde pode ser feita numa consulta médica. É a chamada entrevista qualificada, conduzida por um profissional da rede credenciada ao plano. Vale destacar que esse encontro é gratuito.

Se o médico solicitar algum exame, aí, sim, ficará caracterizada a perícia médica. Nessa situação, é melhor procurar uma clínica vinculada ao plano de saúde para garantir o atendimento sem custos. Você até pode realizar o procedimento com o profissional de sua preferência, mas, se ele não estiver credenciado ao plano, as despesas serão por sua conta.

Avaliação médica e a Cobertura Parcial Temporária

Os planos privados trabalham com a boa-fé do consumidor. Ou seja: parte-se do princípio de que o sujeito falará a verdade na declaração de saúde.

Caso o cliente já tenha ciência de que possui uma doença ou lesão preexistente, deverá revelar o fato à empresa. Esconder esse tipo de informação constitui fraude, que pode ser penalizada com o cancelamento do contrato.

No entanto, muitos problemas crônicos só são percebidos após uma avaliação médica mais detalhada. E então, como fica?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regulamenta a atividade, é categórica. Segundo a entidade, a realização de exame ou perícia médica “impede a operadora de alegar, posteriormente, que o consumidor tinha conhecimento de doença ou lesão preexistente”.

Em outras palavras, se o problema de saúde for descoberto depois da assinatura do contrato, valem as regras comuns do tempo de carência. O beneficiário não precisará cumprir a Cobertura Parcial Temporária de dois anos.

Avaliação médica no plano de saúde não é obrigatória

Concluindo, reforçamos que o exame médico para contratação do plano de saúde não é uma exigência da ANS. O procedimento ocorre somente quando solicitado durante a entrevista qualificada.

Via de regra, o preenchimento da declaração de saúde já é suficiente para ingressar num convênio privado. Isso vale para beneficiários de quaisquer idades, tanto titulares quanto dependentes.

Esperamos que o artigo de hoje tenha sido útil para você. Ainda tem dúvidas? Então confira nosso post com o Glossário da Saúde Suplementar. Nele, explicamos os principais termos utilizados pelas companhias do ramo.

Aproveite, também, para conhecer os melhores planos de saúde do Brasil, de acordo com os critérios da ANS. Até a próxima!