Plano de saúde coletivo: saiba como aderir

Plano de saúde coletivo: saiba como aderir

Dos mais de 47 milhões de beneficiários da saúde suplementar no Brasil, cerca de 38 milhões aderem a planos de saúde coletivos. Essa modalidade de contrato geralmente apresenta vantagens, como mensalidades mais baratas. Por outro lado, é preciso cumprir algumas exigências para ter acesso ao serviço. Conheça as regras a seguir.

Como funciona o plano de saúde coletivo

O plano de saúde coletivo é aquele contratado por uma pessoa jurídica. Existem dois tipos: o plano coletivo empresarial (destinado a empresas) e o plano coletivo por adesão (voltado a sindicatos, associações e entidades de classe).

Ambos oferecem assistência médica e/ou odontológica a um grupo específico de pessoas. No caso dos contratos empresariais, estamos falando dos funcionários de uma firma. Nos planos por adesão, os beneficiários serão os profissionais daquela determinada categoria.

O plano de saúde também é extensível aos dependentes, como cônjuge e filhos. Porém, é necessário que o titular da conta mantenha vínculo com a pessoa jurídica contratante. Ou seja: se o beneficiário pedir demissão da empresa ou desassociar-se do sindicato, todos poderão perder a assistência suplementar.

Vantagens do plano de saúde coletivo

A principal vantagem de um plano coletivo são as mensalidades mais baixas. Como existem vários participantes, os custos operacionais são diluídos entre todos eles, fazendo com que o valor final caia.

Outro ponto positivo é o período de carência, aquele tempo de espera para poder utilizar os serviços da cobertura médica. Em convênios com 30 vidas ou mais, esse prazo não existe. Isso mesmo! Se o cliente adere ao plano de saúde logo no primeiro mês de vínculo com a empresa, não precisa cumprir carência. (Para as demais situações, convém analisar as cláusulas contratuais.)

Por fim, ainda podemos destacar o poder de barganha. É que a pessoa jurídica contratante negocia diretamente com a operadora de saúde, sem intermédio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Assim, ela pode exigir condições favoráveis de pagamento, serviços exclusivos ou outras facilidades a seus colaboradores.

Desvantagens dos planos coletivos

Infelizmente, a falta de respaldo da ANS também pode levar a abusos financeiros. Enquanto os planos individuais e familiares respeitam um teto definido pela agência, na hora de fazer o reajuste anual, os contratos coletivos não têm esse limite. Desse modo, algumas operadoras podem praticar valores altos demais.

Além disso, muitos convênios são por coparticipação, significando que há uma cobrança extra quando o beneficiário realiza certas consultas ou procedimentos médicos. (Vale lembrar que a ANS exige isenção da taxa em diversas situações, então, na dúvida, consulte o site oficial.)

Ainda, é preciso prestar atenção aos casos de demissão ou aposentadoria. Alguns planos empresariais mantêm o titular e seus dependentes por um tempo, mesmo sem vínculo empregatício. No entanto, existe um prazo de validade que deve ser respeitado. Passado o período, será necessário encontrar outra modalidade de contrato, possivelmente mais cara. Explicamos tudinho neste post.

Tirou suas dúvidas? Esperamos que o conteúdo de hoje tenha sido útil. Precisando de mais informações sobre saúde suplementar, siga de olho em nosso blog! Voltaremos com novidades em breve.