O que é administradora de benefícios no plano de saúde

O que é administradora de benefícios no plano de saúde

Alguns planos de saúde coletivos contam com os serviços de uma administradora de benefícios. Você sabe o que faz essa empresa?

Não se deve confundi-la com a operadora do convênio, isto é, a responsável por oferecer atendimento particular em clínicas e hospitais. A administradora tem uma responsabilidade mais burocrática e de negociação. Entenda os detalhes a seguir.

O que faz a administradora de benefícios do plano coletivo

Existem duas modalidades de planos coletivos no Brasil. Os empresariais são destinados aos funcionários de uma empresa. Já os coletivos por adesão atendem membros de conselhos, sindicatos e associações profissionais. Em comum, ambos são contratados pela pessoa jurídica, e não pelos indivíduos beneficiários.

A administradora de benefícios entra em cena para assumir o papel que seria da empresa ou da entidade de classe em questão. Ou seja, ela realiza as atividades referentes à contratação e à manutenção do plano de saúde. Em troca, recebe um percentual do valor das mensalidades.

As atribuições principais da administradora são as seguintes:

– Representar a pessoa jurídica junto à operadora de saúde;

– Emitir os boletos de pagamento dos beneficiários;

– Alterar dados cadastrais dos beneficiários, se preciso;

– Negociar com a operadora os reajustes das mensalidades, as formas de controle de acesso aos serviços e eventuais alterações na rede credenciada. Em outras palavras, a administradora representa os interesses da clientela, buscando sempre condições vantajosas para os segurados.

Também pode constar em contrato que caberá à administradora de benefícios absorver o risco da operadora do plano de saúde. Isso significa que, em caso de inadimplência da empresa ou da entidade de classe contratante, ainda assim os usuários do convênio terão acesso aos serviços da rede credenciada normalmente.

Como e por que se escolhe uma administradora de benefícios

A colaboração de uma administradora de benefícios não é obrigatória. Algumas pessoas jurídicas resolvem, elas mesmas, lidar com a contratação e tudo que envolva o plano de saúde coletivo.

Porém, emitir boletos e negociar valores são tarefas burocráticas, que podem tomar bastante tempo e energia da equipe. Sendo assim, geralmente é mais prático delegar a função a uma companhia especializada.

A administradora tem know-how na área. Ela conhece os procedimentos e sabe atender às necessidades da clientela com eficiência. Digamos que sua atuação esteja para a administração do plano de saúde assim como um escritório de contabilidade está para as finanças do negócio: o objetivo é descomplicar a rotina do contratante.

Certo, mas como encontrar a melhor opção? Primeiro, deve-se saber se a empresa tem autorização para funcionar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mantém uma lista dos nomes aptos a essa atividade. Confira neste link.

Em seguida, entra em jogo a relação custo/benefício. Cada administradora pode oferecer serviços mais ou menos especializados, assim como poderá cobrar percentuais mais ou menos elevados. O jeito é comparar as alternativas para verificar qual é a adequada à realidade dos segurados.

Entendeu? Esperamos que o conteúdo de hoje tenha sido útil. Se restaram dúvidas, conheça nosso glossário com os principais termos relativos a planos de saúde. Até a próxima!