Entenda por que seu plano de saúde ficou mais caro

Entenda por que seu plano de saúde ficou mais caro

Contratar um plano de saúde traz muitas vantagens. Pagando uma única contribuição mensal, você tem direito a realizar exames, consultas e procedimentos médicos. Além disso, recebe toda a assistência necessária, em caso de acidente ou outra emergência.

Porém, quem já é cliente desse tipo de convênio sabe que os preços aumentam ao longo do tempo. Talvez alguns critérios para o reajuste não sejam tão claros à primeira vista. Por isso, vale a pena seguir com a leitura e tirar as dúvidas.

Por que o valor do plano de saúde aumenta?

Planos médico-hospitalares, sejam individuais ou familiares, seguem as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Existem dois motivos principais para a alteração de valores.

 

1. Variação de custos

O aumento da inflação gera impacto em qualquer setor. As despesas com manutenção de equipamentos, aquisição de material hospitalar, energia elétrica, água e folha salarial, apenas para citar algumas, entram no cálculo.

Assim, anualmente, a ANS define um índice de reajuste para as operadoras. Entre 2015 e 2017, a variação ficou pouco acima dos 13,5%.

2. Mudança de faixa etária

Quanto mais idosa a pessoa, mais frequentes e necessários tendem a ser os cuidados com a saúde. As idas ao médico tornam-se rotina e os custos do paciente se elevam.

Cada caso é um caso, mas o parâmetro médio considera o histórico da população como um todo. Assim, as mensalidades sobem seguindo a tabela de faixas etárias da ANS.

Indivíduos com até 18 anos pertencem ao mesmo grupo. A partir dos 19, a segmentação vai mudando a cada cinco anos, até que o beneficiário atinja 59 e entre na última faixa. Os percentuais de acréscimo devem constar no contrato.

ANS não regula todos os reajustes de preços

De acordo com a legislação vigente, nem todos os convênios precisam seguir o índice de reajuste definido pela ANS. Entram nesse conjunto os planos exclusivamente odontológicos, os planos coletivos e os acordos firmados antes de 1999.

Vamos por partes. No que diz respeito aos planos odontológicos, as próprias operadoras podem escolher como será feita a readequação de valores. Toma-se como
base o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), por exemplo.

Nos contratos coletivos por adesão e nos convênios empresariais, a contratação é realizada por uma pessoa jurídica. Essa entidade negocia os termos diretamente com a companhia responsável pelo plano de saúde. A ANS apenas acompanha o aumento de preços.

Atenção: a operadora precisa manter o mesmo percentual em todos os contratos coletivos de até 30 beneficiários. É o chamado Agrupamento de Contratos, ou Pool de Risco. Os números são divulgados na internet para que os consumidores possam se informar melhor.

Por fim, há os convênios antigos de pessoas físicas. São os planos médico-hospitalares, com ou sem assistência odontológica, que não estão contemplados pela Lei nº 9.656/98.

Uma liminar concedida pelo Superior Tribunal Federal, em 2003, permite que o reajuste seja estabelecido em contrato, sem autorização prévia da ANS. Caso não haja uma regra clara, fica valendo o índice divulgado pela agência.

Entendeu por que a mensalidade do plano de saúde aumenta? Se restou alguma dúvida, deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas sobre o assunto aqui no blog.