Guia rápido para a sua saúde mental

Guia rápido para a sua saúde mental

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a depressão acomete 322 milhões de pessoas no mundo. Somente no Brasil, a doença atinge 5,8% da população. É o suficiente para incluir o país como o mais depressivo da América Latina.

Em se tratando dos transtornos de ansiedade, os números são ainda mais alarmantes. A prevalência entre os brasileiros é a mais alta do planeta. São 18,6 milhões de casos, ou 9,3% da população, frente a 264 milhões de registros no mundo todo.

Como melhorar a saúde mental

Nem sempre é fácil diagnosticar esses problemas, devido à variedade de indícios. Além da costumeira falta de concentração ou da tristeza excessiva, alguns pacientes podem apresentar apatia, agressividade, cansaço extremo, perda de memória e até dores musculares.

Muita gente se acostuma a esses sinais. Há quem considere o estresse como parte da rotina de trabalho. Porém, quando os sintomas se agravam, paralisam a pessoa e ela não consegue mais executar tarefas simples do dia a dia.

É por isso que cuidar da saúde mental se torna tão importante quanto exercitar o corpo ou fazer uma reeducação alimentar. Conheça três sugestões para melhorar a qualidade de vida.

Laços sociais

Pesquisadores da universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, compararam 148 estudos que analisavam a influência das relações sociais no risco de morte. Concluiu-se que a participação em atividades coletivas indica um aumento de 50% nas chances de sobrevivência.

Os índices independem de sexo, idade ou condição prévia de saúde. Ainda, a solidão é considerada um fator tão agravante para um indivíduo quanto tabagismo, dependência de álcool, sedentarismo ou obesidade.

Isso significa que o contato frequente com amigos e familiares favorece o bem-estar. Uma simples roda de conversa, uma ou duas vezes por semana, pode ser suficiente para trazer benefícios.

Atividade física

Pedalar, dançar, correr, jogar futebol, ir à academia. Qualquer que seja a atividade, o essencial é não ficar parado. Isso porque o condicionamento físico ajuda a regular os níveis de serotonina, substância neurotransmissora responsável pelo sono e pelo humor.

Além de eliminar gordura, aumentar a força e melhorar a resistência corporal, a atividade física também proporciona relaxamento. Ou seja, nada melhor para eliminar a ansiedade e o estresse acumulado durante uma semana intensa de trabalho.

Vida offline

Diversas pesquisas associam o uso de tablets e celulares ao aumento nos casos de depressão. Muitas vezes, o uso demasiado das redes sociais torna as pessoas ansiosas e tristes. Elas tendem a acreditar que a vida dos amigos é mais interessante, devido às fotos de viagens e festas que seus contatos publicam no perfil pessoal.

Outra consequência da conexão constante diz respeito ao acúmulo de tarefas. Acessar e-mails corporativos no smartphone, por exemplo, torna-se um convite para trabalhar fora do expediente. Com isso, as entregas ficam mais ágeis, mas a equipe se habitua a exigir prazos cada vez mais exíguos. O círculo vicioso de cobranças e demandas leva à estafa física e mental, a chamada síndrome de burnout.

A solução está em estabelecer limites. Utilize as tecnologias apenas em horários pré-determinados e tente, ao máximo, entreter-se com hobbies que não dependam da internet.

Quando procurar ajuda

Embora essas medidas colaborem, elas podem não ser suficientes para afastar os problemas. Em alguns casos, depressão e ansiedade têm origem genética, sendo necessário o acompanhamento de um médico especialista.

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), determina que planos hospitalares devem oferecer serviço psiquiátrico. Consulte sua operadora e não tenha vergonha em procurar ajuda.

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