Covid-19 e o colapso no sistema de saúde

Covid-19 e o colapso no sistema de saúde

Muito se tem falado sobre como a pandemia de Covid-19 pode causar um colapso no sistema de saúde brasileiro. De fato, alguns estados da federação já sentem o impacto: emergências lotadas, falta de leitos em UTIs e aumento acelerado no número de mortes. Hoje vamos entender como esse cenário afeta os usuários de planos privados.

Distanciamento social evita colapso no sistema de saúde

Atenção: as diretrizes sobre o novo coronavírus são atualizadas a todo instante, conforme a pandemia avança no mundo. A situação pode ter mudado após a divulgação deste texto. Por favor, considere o contexto da data de publicação.

Existe um motivo para tantas pessoas estarem em quarentena. O distanciamento social é a única maneira garantida de frear o contágio por Covid-19. Na falta de uma vacina ou de um remédio comprovadamente eficaz para combater a doença, a estratégia adotada é a de menos pessoas se contaminarem ao mesmo tempo.

Isso porque há um número limitado de leitos hospitalares à disposição do público. Se todo mundo seguisse com sua rotina normal, mais pessoas contrairiam o vírus de uma única vez. Muitas delas teriam que procurar ajuda médica, o que levaria à superlotação de clínicas e unidades de emergência.

Com o isolamento, cai a quantidade de indivíduos circulando pela rua. Logo, menos gente se contamina. É o tal achatamento da curva de contágio, que você provavelmente já viu no noticiário ou nas redes sociais.

Em paralelo a essa tática, os governos estaduais e federal vêm construindo hospitais de campanha. Afinal, mesmo com as medidas de contenção, o número de casos de Covid-19 pode fugir do controle. É o que vem acontecendo em lugares como Amazonas, Ceará e São Paulo, onde o número de pacientes internados já se aproxima ou até supera a capacidade de atendimento da rede hospitalar.

Como o novo coronavírus atinge os planos de saúde

Agora chegamos ao ponto de interesse dos beneficiários da saúde suplementar. Se você adquiriu um plano privado, sabe que o contrato assegura atendimento de urgência e emergência em qualquer situação. A cobertura hospitalar também prevê internação pelo tempo que for necessário. O problema é que, diante de uma pandemia, as operadoras de saúde podem ficar de mãos atadas.

Para se ter uma ideia, contamos com cerca de 32 mil leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no país, distribuídos mais ou menos pela metade entre rede pública e rede particular. Porém, enquanto 47 milhões de brasileiros são beneficiários de planos de saúde, outros 163 milhões dependem do SUS (Sistema Único de Saúde).

Esse desequilíbrio pode fazer com que a ocupação em hospitais públicos se esgote rapidamente. Então, o governo deverá recorrer ao setor particular. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a prefeitura estabeleceu convênios com hospitais privados, destinando um percentual maior de leitos ao SUS.

Ou seja: em tempos de Covid-19, ter um plano de saúde não garante vaga em UTI. Até mesmo a rede particular corre o risco de ficar sem espaço físico para realizar o atendimento de novos casos. Eis o famigerado colapso acontecendo na prática.

Para que essa possibilidade catastrófica não aconteça, toda a população deve colaborar. As boas práticas são aquelas que você conhece: manter o distanciamento sempre que possível, lavar as mãos com frequência e usar máscara ao sair de casa. Assim, diminuímos o avanço da pandemia e mantemos as estruturas hospitalares funcionando com segurança.

Fique bem e, se puder, fique em casa.